"Pois os cristãos não se distinguem dos demais homens por país, língua ou costumes. Não habitam em cidades próprias; não falam línguas peculiares; não levam uma vida extravagante. Essa doutrina não foi descoberta pela engenhosidade ou pela perspicácia de homens curiosos, nem apresentam argumentos de meramente ensinamentos humanos, como fazem algumas pessoas. Contudo, embora vivam tanto em cidades gregas quanto bárbaras, conforme a sorte de cada um, e sigam os costumes do país no vestuário, na alimentação e em outros assuntos da vida diária, ao mesmo tempo demonstram a notável e, sem dúvida, extraordinária constituição de sua própria comunidade. Vivem em seus próprios países, mas apenas como estrangeiros. Participam de tudo como cidadãos e suportam tudo como forasteiros. Toda terra estrangeira é sua pátria, e, no entanto, para eles, toda pátria é uma terra estrangeira. Casam-se, como todos os outros, e geram filhos, mas não os rejeitam. Compartilham a mesa uns com os outros, mas não o leito conjugal. É verdade que estão "na carne", mas não vivem "segundo a carne". Ocupam-se com a terra, mas sua cidadania está nos céus. Obedecem às leis estabelecidas , mas em suas próprias vidas vão muito além do que as leis exigem. Eles amam a todos, e por todos são perseguidos. São desconhecidos, e ainda assim são condenados; são mortos, e contudo são trazidos à vida. São pobres, e contudo enriquecem muitos; são completamente destituídos, e contudo desfrutam de completa abundância. São desonrados, e na sua própria desonra são glorificados; são difamados, e são justificados. São injuriados, e contudo abençoam; quando são afrontados, ainda assim prestam a devida reverência. Quando fazem o bem, são punidos como malfeitores; sofrendo o castigo, regozijam-se porque são trazidos à vida. São tratados pelos judeus como estrangeiros e inimigos, e são perseguidos pelos gregos; e o tempo todo aqueles que os odeiam acham impossível justificar a sua inimizade.
Em suma: assim como a alma está no corpo, os cristãos estão no mundo. A alma está dispersa por todos os membros do corpo, e os cristãos estão espalhados por todas as cidades do mundo. A alma habita no corpo, mas não pertence ao corpo; assim como os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma, que é invisível, está guardada no corpo visível; da mesma forma, os cristãos são reconhecidos quando estão no mundo, mas a sua religião permanece invisível. A carne odeia a alma e a trata como inimiga, embora não tenha sofrido nenhum mal, porque é impedida de desfrutar dos seus prazeres; assim também o mundo odeia os cristãos, embora não sofra nenhum mal por parte deles, porque eles se opõem aos seus prazeres. A alma ama a carne que a odeia e os seus membros; da mesma forma, os cristãos amam aqueles que os odeiam. A alma está encerrada no corpo, e, no entanto, é ela mesma que mantém o corpo unido; Enquanto os cristãos estão presos no mundo como em uma prisão, eles mesmos mantêm o mundo unido. A alma, que é imortal, está alojada em uma morada mortal; enquanto os cristãos estão estabelecidos entre coisas corruptíveis, aguardando a incorruptibilidade que lhes será concedida no céu. A alma, quando passa por dificuldades de alimentação e bebida, melhora; assim também os cristãos, quando castigados, crescem cada vez mais a cada dia. É para este posto que Deus os ordenou, e eles não devem tentar se esquivar dele."
Agora, eu sei que há alguns que dizem: "Bem, espero ter me entregado ao Senhor, mas não pretendo me entregar a nenhuma igreja, porque..." Ora, por que não? "Porque posso ser cristão sem isso." Ora, você entende isso muito bem? Você pode ser tão bom cristão desobedecendo aos mandamentos do seu Senhor quanto sendo obediente? Bem, suponha que todos fizessem o mesmo? Suponha que todos os cristãos do mundo dissessem: "Não me unirei à Igreja." Ora, não haveria Igreja visível! Não haveria ordenanças! Isso seria muito ruim e, no entanto, se alguém o faz — o que é certo para um é certo para todos — por que não deveríamos todos fazer o mesmo? Então você acredita que, se praticasse um ato que tendesse a destruir a Igreja visível de Deus, seria tão bom cristão quanto se fizesse o possível para edificar essa Igreja? Eu não acredito nisso, senhor! Nem você. Você não tem essa crença — é apenas uma desculpa esfarrapada para outra coisa. Há um tijolo — um tijolo muito bom. Para que serve o tijolo? Para ajudar a construir uma casa. De nada adianta esse tijolo dizer que é tão bom quanto seria dentro da casa enquanto está jogado no chão. É um tijolo inútil! Até que seja embutido na parede, não serve para nada! Então, vocês, cristãos desorientados, não creio que estejam cumprindo seu propósito — estão vivendo em desacordo com a vida que Cristo quer que vivam — e são muito culpados pelo mal que causam! "Ah", diz um, "embora eu espere amar o Senhor, se eu me unisse à Igreja, sentiria um forte laço sobre mim." Exatamente o que você deveria sentir! Não deveria sentir que está ligado à santidade, agora, e ligado a Cristo, agora? Oh, esses laços abençoados! Se existe algo que possa me fazer sentir mais ligado à santidade do que já estou, eu gostaria de sentir esse grilhão, pois somente a liberdade reside em sentir-se ligado à piedade, à retidão e ao cuidado na vida!
"Ah", diz outro, "se eu me juntasse à Igreja, temo que não conseguiria permanecer nela." Suponho que você espera permanecer nela fora da Igreja — ou seja, você se sente mais seguro desobedecendo a Cristo do que obedecendo a Ele! Que sentimento estranho! Ah, é melhor você vir e dizer: "Meu Mestre, eu sei que os Teus santos devem estar unidos em comunhão na Igreja, pois as Igrejas foram instituídas pelos Teus Apóstolos — e confio que tenho a Graça para cumprir essa obrigação. Não tenho força própria, meu Mestre, mas a minha força reside em repousar em Ti — seguirei aonde Tu me guiares e deixarei o resto contigo."
"Ah, mas", diz outro, "não posso me juntar à Igreja — ela é tão imperfeita." Então você é perfeito, é claro! Se for assim, aconselho-o a ir para o Céu e se juntar à Igreja lá, pois certamente você não está apto a se juntar a ela na Terra e estaria completamente deslocado!
"Sim", diz outro, "mas vejo tanta coisa errada nos cristãos." Não há nada de errado em você, suponho? Só posso dizer, meu irmão, que se a Igreja de Deus não for melhor do que eu, lamento por ela. Quando entrei para a Igreja, senti que receberia muito mais do que provavelmente traria para ela. E com todas as falhas que vi vivendo nesses 20 anos ou mais na Igreja Cristã, posso dizer, como um homem honesto, que os membros da Igreja são os excelentes da terra, nos quais está toda a minha alegria — embora não sejam perfeitos, mas longe disso! Se, no Céu, existem pessoas que realmente vivem perto de Deus, são os membros da Igreja de Cristo.
"Ah", diz outro, "mas há muitos hipócritas." Suponho que você mesmo seja muito íntegro e sincero? Confio que sim, mas então deveria vir e se juntar à Igreja para contribuir para a sua integridade com a sua própria fé. Tenho certeza, meus caros amigos, que nenhum de vocês fechará suas lojas amanhã de manhã, ou se recusará a aceitar uma moeda de ouro quando um cliente entrar, porque por acaso há alguns falsificadores por aí negociando moedas falsas! Não, vocês não! E vocês não acreditam na teoria de alguns, de que, porque alguns cristãos professos são hipócritas, então todos o são, pois isso seria como dizer que, porque algumas moedas de ouro são falsas, então todas são falsas — o que seria claramente errado, pois se todas as moedas de ouro fossem falsificadas, nunca compensaria para o falsificador tentar passar suas falsificações! É a quantidade de metal bom que disfarça o ruim. Há uma boa quantidade de cristãos de ouro respeitáveis ainda no mundo e ainda na Igreja — disso vocês têm certeza!
"Bem", diz um deles, "não creio — embora eu espere ser um servo de Deus — que possa me unir à Igreja. Veja bem, ela é tão malvista." Oh, que desprezo abençoado! Creio, irmãos e irmãs, que não há honra no mundo maior do que ser desprezado por aquilo que chamam de "sociedade" neste país! A maioria das pessoas é escrava do que chamam de "respeitabilidade". Respeitabilidade? Quando um homem veste um casaco no domingo, um casaco que ele mesmo pagou. Quando ele adora a Deus de noite ou de dia. Seja ele visto ou não — quando ele é um homem honesto e íntegro — não me importa quão modestos sejam seus ganhos, ele é um homem respeitável! E ele jamais precisará se curvar à ideia da sociedade ou à sua artificial respeitabilidade!
Essas várias formas de hipocrisia, pois não são outras, impedem muitos de se unirem à Igreja Cristã porque temem ser desprezados por pessoas respeitáveis na sociedade. Li ontem mesmo em um jornal que seria inútil criar pares não conformistas, porque na geração seguinte eles deixariam de ser não conformistas e se tornariam respeitáveis em sua religião — e temo que seja verdade! É ultrajante que, assim que algumas pessoas ascendem socialmente, renunciem à Igreja à qual se entregaram quando se entregaram ao Senhor! Chegará o dia em que o cristão mais pobre será exaltado acima do par mais orgulhoso que não temeu a Deus — quando Deus escolherá, das choupanas e cabanas da Inglaterra, uma nobreza de linhagem imperial que envergonhará todos os reis e príncipes do mundo! E estes Ele colocará acima dos serafins, enquanto outros serão expulsos de Sua Presença!
Digo a todos vocês que não se juntarão a esta Igreja porque isso diminuiria sua respeitabilidade: nem eu, nem Jesus Cristo, pedimos que se juntem a ela! Se esses são os deuses que vocês adoram — a Sociedade e a Respeitabilidade — vão adorar seus deuses mendigos, mas Deus exigirá isso de vocês no Dia do Juízo Final. Não há nada melhor do que servir a Cristo! Quanto a mim, ser desprezado, apontado, vaiado nas ruas, chamado por todos os tipos de nomes ruins — eu aceitaria tudo isso, antes de todas as estrelas de títulos de cavaleiro e nobreza, se o serviço a Cristo o exigisse, pois esta é a verdadeira honra do cristão quando ele verdadeiramente serve ao seu Mestre! O dia está chegando em que o Senhor fará a separação entre aqueles que O amam e aqueles que não O amam — e cada dia prepara o terreno para essa última divisão. Esta mesma noite, a divisão está sendo feita! Na pregação do Evangelho, ela está sendo realizada. Que cada um tome sua posição e se pergunte: você está com Cristo ou com Belial? Você está com Deus, com Cristo, com o precioso sangue, ou ainda se entrega aos prazeres pecaminosos e suas delícias? Pois terá que prestar contas quando os céus estiverem em chamas e a terra estremecer, e a trombeta do Juízo o convocar perante o Grande Trono Branco, então responda agora! E vocês, espíritos valentes que amaram seu Salvador — se ainda não se juntaram ao Seu exército, venham e alistem-se agora! E vocês, espíritos amorosos que são ternos e que se retraíram por um tempo, avancem agora —
"Vocês, que são homens, agora sirvam a Ele."
Contra inúmeros inimigos!
Sua coragem se fortalece com o perigo,
E força contra força. Hoje, levante-se por Jesus! Hoje, esteja disposto a ser o deserto de todas as coisas por amor ao Seu nome. E então, quando Ele vier em Sua Glória, sua será a recompensa, uma recompensa que superará em muito qualquer perda que você possa suportar hoje! "Quem crer e for batizado será salvo." "Quem crer com o coração e confessar com a boca será salvo." Creia no Senhor Jesus Cristo e que a Sua bênção esteja sobre você! Amém.
Fragmento do sermão Nº 3411 de Charles Spurgeon.
Modelo de oração intercessória pelos santos, baseado na oração intercessória de Jesus de João 17:21-26. Onde há parêntesis deve ser substituído pelo nome da pessoa a qual se ora.
Palavras de Jesus (João 17:21-26) | Adaptação para uso pessoal |
Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; | Pai, rogo por (x), que, pela sua palavra, crê em ti/ há de crê em ti. |
para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. | Para que (ele/ela) seja um, como tu, ó Pai, é em Jesus, e Jesus em ti; que também (ele/ela) seja um em vós, para que o mundo creia tu enviaste o Cristo. |
E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. | Tu lhe deu a glória que tu deste a Jesus, para que seja um, como Cristo e o Senhor são um. |
Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim. | Jesus Cristo em nós, e tu Pai, em Cristo, para que nós sejamos perfeitos em unidade e para que o mundo conheça que tu enviaste Jesus e que tem nos amado como tem amado a Jesus. |
Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da criação do mundo. | Pai, aqueles que tu deste ao Cristo quero que, onde Cristo estiver, também nós estejamos com Ele, para que possamos ver a glória que tu o deste; porque tu o amas desde antes da criação do mundo. |
Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. | Pai justo, o mundo não te conheceu; mas Cristo te conheceu, e nós reconhecemos que tu o enviastes. |
E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja. | Cristo nos fez conhecer o seu nome, e nos fará conhecer mais, para que o amor com que tu tens amado a Jesus esteja em nós, e Jesus esteja em nós |
Só existe uma maneira de se livrar do ego, e é se absorver tanto em alguém ou em algo que você não tenha tempo para pensar em si mesmo. Graças a Deus, o Espírito de Deus torna isso possível. Ele não é apenas o "espírito de poder", mas também o "espírito de amor". O que isso significa? Significa amor a Deus, amor ao grande Deus que nos criou, amor ao grande Deus que abriu o caminho da redenção para nós, criaturas miseráveis – para nós que não merecemos nada além do inferno. Ele nos "amou com um amor eterno". Pense nisso, diz Paulo a Timóteo, e à medida que você se absorve no amor de Deus, você se esquecerá completamente de si mesmo. "O espírito de amor!" Ele o libertará do egoísmo, da preocupação consigo mesmo e da depressão, porque a depressão resulta do egoísmo e da preocupação consigo mesmo. Ele elimina o ego em todos os aspectos. Então, fale consigo mesmo sobre esse amor eterno e maravilhoso de Deus – o Deus que sempre olhou para nós apesar do pecado, planejou o caminho da redenção e não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós.”
Trecho de "Holiness", de J.C. Ryle
Que fique bem claro o que quero dizer. Não estou examinando o preço da salvação de um cristão. Sei muito bem que o custo para a expiação e a redenção do homem do inferno é nada menos que o sangue do Filho de Deus. O preço pago pela nossa redenção foi a morte de Jesus Cristo no Calvário. Fomos comprados por um preço. "Cristo se entregou como resgate por todos" (1 Coríntios 6:20; 1 Timóteo 2:6). Mas isso não vem ao caso. O ponto que quero considerar é completamente diferente. É aquilo que um homem deve estar disposto a abrir mão se deseja ser salvo. É a quantidade de sacrifício a que um homem deve se submeter se pretende servir a Cristo. É nesse sentido que levanto a pergunta: "Qual é o preço?". E creio firmemente que é uma pergunta importantíssima.
Admito livremente que custa pouco ser um cristão meramente exterior. Um homem só precisa frequentar um local de culto duas vezes no domingo e ser razoavelmente moral durante a semana, e já terá avançado tanto quanto milhares ao seu redor jamais avançarão em termos religiosos — tudo isso é trabalho barato e fácil: não exige abnegação nem sacrifício pessoal. Se isso é o que salva o cristianismo e nos levará ao céu quando morrermos, devemos alterar a descrição desse modo de vida e escrever: “Larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz ao céu!”
Mas, segundo os padrões bíblicos, ser um verdadeiro cristão tem um preço. Há inimigos a serem vencidos, batalhas a serem travadas, sacrifícios a serem feitos, um Egito a ser abandonado, um deserto a ser atravessado, uma cruz a ser carregada, uma corrida a ser percorrida. A conversão não é simplesmente colocar alguém numa poltrona e levá-lo para o céu. É o início de um grande conflito, no qual a vitória custa caro. Daí a importância inestimável de "calcular o preço".
Permitam-me mostrar com precisão e em detalhes o preço a se pagar por ser um verdadeiro cristão. Suponhamos que um homem esteja disposto a servir a Cristo e se sinta atraído e inclinado a segui-Lo. Suponhamos que alguma aflição, ou alguma morte súbita, ou um sermão inspirador, tenha despertado sua consciência e o feito sentir o valor de sua alma e o desejo de ser um verdadeiro cristão. Sem dúvida, há tudo para encorajá-lo. Seus pecados podem ser perdoados gratuitamente, por mais numerosos e graves que sejam. Seu coração pode ser completamente transformado, por mais frio e endurecido que seja. Cristo e o Espírito Santo, misericórdia e graça, estão prontos para ele. Mas ainda assim ele deve calcular o preço. Vejamos, em particular, uma a uma, as coisas que sua religião lhe custará.
(1) Por um lado, isso lhe custará a sua justiça própria. [Pela graça de Deus...] Ele deve abandonar todo o orgulho, os pensamentos altivos e a presunção de sua própria bondade. Deve contentar-se em ir para o céu como um pobre pecador, salvo apenas pela graça imerecida e devendo tudo ao mérito e à justiça de outro. Deve realmente sentir, bem como proferir, as palavras do Livro de Oração Comum — que “errou e se extraviou como uma ovelha perdida”, que “deixou de fazer o que devia e fez o que não devia, e que não há saúde nele”. Deve estar disposto a renunciar a toda confiança em sua própria moralidade, respeitabilidade, oração, leitura da Bíblia, frequência à igreja e recebimento dos sacramentos, e a confiar somente em Jesus Cristo.
Isso pode parecer difícil para alguns. Não me surpreende. "Senhor", disse um lavrador piedoso ao conhecido James Hervey, de Weston Favell, "é mais difícil negar o orgulho do que o pecado. Mas é absolutamente necessário." Vamos colocar este ponto em primeiro lugar em nossa narrativa. Para ser um verdadeiro cristão, o homem terá que abrir mão da sua justiça própria.
(2) Além disso, isso custará ao homem seus pecados. Ele deve estar disposto a abandonar todo hábito e prática que seja errado aos olhos de Deus. Ele deve se opor a isso, discutir com isso, romper com isso, lutar contra isso, crucificá-lo e se esforçar para mantê-lo subjugado, não importa o que o mundo ao seu redor diga ou pense. Ele deve fazer isso honestamente e com justiça. Não deve haver trégua separada com nenhum pecado específico que ele ame. Ele deve considerar todos os pecados como seus inimigos mortais e odiar todo caminho falso. Sejam pequenos ou grandes, sejam abertos ou secretos, todos os seus pecados devem ser completamente renunciados. Eles podem lutar arduamente com ele todos os dias e, às vezes, quase dominá-lo. Mas ele nunca deve ceder a eles. Ele deve manter uma guerra perpétua contra seus pecados. Está escrito: “Lançai fora de vós todas as vossas transgressões.” — “Abandonai os vossos pecados e iniquidades.” — “Cessa de praticar o mal.” (Ezequiel 18:31; Daniel 4:27; Isa. 1:16).
Isso também parece difícil. Não me surpreende. Nossos pecados muitas vezes nos são tão queridos quanto nossos filhos: nós os amamos, os abraçamos, nos apegamos a eles e nos deleitamos neles. Separar-se deles é tão difícil quanto cortar uma mão direita ou arrancar um olho direito. Mas precisa ser feito. A separação precisa acontecer. “Ainda que a maldade seja doce na boca do pecador, ainda que ele a esconda debaixo da língua; ainda que a poupe e não a abandone”, ela precisa ser abandonada, se ele quiser ser salvo. (Jó 20:12, 13). Ele e o pecado precisam lutar, se ele e Deus quiserem ser amigos. Cristo está disposto a receber qualquer pecador. Mas Ele não os receberá se eles se apegarem aos seus pecados. Coloquemos esse item em segundo lugar em nossa análise. Para ser cristão, o homem terá que entregar seus pecados.
(3) Além disso, custará ao homem seu amor pelo conforto . Ele deve se esforçar e se empenhar, se pretende correr com sucesso a corrida rumo ao céu. Deve vigiar e estar vigilante diariamente, como um soldado em território inimigo. Deve atentar para seu comportamento a cada hora do dia, em todas as companhias e em todos os lugares, tanto em público quanto em particular, entre estranhos e em casa. Deve ser cuidadoso com seu tempo, sua língua, seu temperamento, seus pensamentos, sua imaginação, seus motivos e sua conduta em todas as relações da vida. Deve ser diligente em suas orações, em sua leitura da Bíblia e em seu uso dos domingos, com todos os seus meios de graça. Ao se dedicar a essas coisas, ele pode ficar muito aquém da perfeição; mas não há nenhuma delas que ele possa negligenciar sem consequências. “A alma do preguiçoso deseja e nada alcança; mas a alma do diligente prosperará” (Provérbios 13:4).
Isso também parece difícil. Não há nada que naturalmente detestemos tanto quanto a "dificuldade" em nossa religião. Detestamos dificuldades. Secretamente, desejamos ter um cristianismo "vicário", ser bons por procuração e ter tudo feito por nós. Qualquer coisa que exija esforço e trabalho é totalmente contrária à essência do nosso coração. Mas a alma "não pode ter ganhos sem dores". Coloquemos esse item em terceiro lugar em nossa lista. Ser cristão custará ao homem seu amor pelo conforto.
(4) Por fim, custará ao homem o favor do mundo . Ele deve contentar-se em ser malvisto pelos homens se agradar a Deus. Não deve estranhar ser zombado, ridicularizado, caluniado, perseguido e até odiado. Não deve se surpreender ao ver suas opiniões e práticas religiosas desprezadas e alvo de escárnio. Deve submeter-se a ser considerado por muitos como tolo, entusiasta e fanático — a ter suas palavras deturpadas e suas ações deturpadas. Na verdade, não deve se admirar se alguns o chamarem de louco. O Mestre diz: “Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês; se guardaram a minha palavra, também guardarão a de vocês” (João 15:20).
Ouso dizer que isso também parece difícil. Naturalmente, detestamos injustiças e acusações falsas, e achamos muito difícil sermos acusados sem motivo. Não seríamos de carne e osso se não desejássemos a boa opinião de nossos semelhantes. É sempre desagradável ser alvo de fofocas, ser abandonado, ser alvo de mentiras e ficar sozinho. Mas não há como evitar. O cálice que nosso Mestre bebeu deve ser bebido por Seus discípulos. Eles devem ser “desprezados e rejeitados pelos homens” (Isaías 53:3). Deixemos isso por último em nossa narrativa. Ser cristão custará ao homem o favor do mundo.
Essa é a descrição do preço a se pagar por ser um verdadeiro cristão. Reconheço que a lista é extensa. Mas onde está o item que poderia ser removido? De fato, é preciso muita ousadia para afirmar que podemos manter nossa justiça própria, nossos pecados, nossa preguiça e nosso amor pelo mundo, e ainda assim sermos salvos!
Reconheço que ser um verdadeiro cristão custa caro. Mas quem, em sã consciência, pode duvidar que vale a pena qualquer custo para salvar a alma? Quando o navio corre o risco de afundar, a tripulação não hesita em lançar ao mar a preciosa carga. Quando um membro está mutilado, um homem se submeterá a qualquer operação drástica, até mesmo à amputação, para salvar a vida. Certamente, um cristão deveria estar disposto a abrir mão de tudo o que se interpõe entre ele e o céu. Uma religião que não custa nada não vale nada! Um cristianismo barato, sem cruz, provará, no fim, ser um cristianismo inútil, sem coroa.
O novo testamento nos revela que a salvação se dá puramente pela graça, sem mérito algum do ser humano, pois está escrito: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós; é dom de Deus, não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9) e "Ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" (Tito 3:5). De fato, a salvação só pode ser pela graça por meio da fé, nesse ponto todos os cristãos estão de acordo. Mas, referente ao modo como essa graça opera, há duas visões distintas: A da graça preveniente (doutrina arminiana) e a graça irresistível (doutrina reformada).
No arminianismo clássico, a graça previniente se refere a doutrina de que o Espírito Santo concede a todos os homens um tipo de graça onde eles são libertos do pecado original e parcialmente regenarados para poderem livremente decidir se aceitam ou não o evangelho. Na definição de Roger Olson:
“A graça preveniente é simplesmente a graça de Deus convincente, convidativa, iluminadora e capacitadora, que antecede a conversão e torna o arrependimento e a fé possíveis. Os calvinistas interpretam-na como irresistível e eficaz; a pessoa na qual esta graça opera irá se arrepender e crer para salvação. Os arminianos interpretam-na como resistível; as pessoas sempre são capazes de resistir à graça de Deus, conforme a Escritura nos adverte (At 7.51)” Teologia Arminiana: Mitos e Realidades, Roger Olson.
A principal questão com a suposição de uma "natureza temporariamente neutra" é a de que: o que faz um homem aceitar a oferta e outro não? Se ambos estão igualmente cegos quanto a Deus, e ambos recebem graça na mesma proporção, porque um aceita e o outro rejeita? Por que a vontade de um é mais correta do que a de outro? Se o objetivo da graça é tornar o pecador "neutro", o que o tira do estado neutro e o leva para o sim ou não? Qual é o fator que confirma sua fé? Pode-se deduzir, de forma consciente ou não, que se um aceita baseado em alguma convicção interna sua que está além da graça, é porque algo no entendimento próprio (seja inteligência, vontade, consciência, genética ou o que for) dessa pessoa é melhor, mais correto, do que há no da outra. Me parece um atentado contra a justificação somente pela graça (Tito 3:5-7), pois no caso, a graça é insuficiente por exigir algo além dela, algo que vem do próprio ser humano.
Não há algo na bíblia como um estado intermediário de natureza. Cristo disse: "O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito." (João 3:6) e Paulo nos informa em Gálatas 5:17: "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si" Como então é possível que algo que parta do próprio ser humano (carne) possa ser favorável a algo que é do Espírito (fé), sendo os dois opostos? (Romanos 8:7–8; 1 Coríntios 2:14; Efésios 2:8–9). Cristo ensinou que as decisões de todas as pessoas não são aleatórias, mas reflexos de sua natureza: "Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons." (Mateus 7:17-18) (Lucas 6:45). Se a resposta do homem sempre vai ser baseada em sua natureza, e nesse "estado intermediário" a sua natureza é neutra, segue-se que o homem não tomaria decisão alguma, permaneceria neutro quanto ao assunto, pois, por sua vontade natural o negaria, pela vontade divina o aceitaria, pela tal vontade neutra ele permaneceria neutro. Para manter a conclusão de que o ser humano pode optar por escolher ou negar a Deus livremente seguindo a coerência lógica, seria preciso, como Finney fez, remover a premissa de que há uma corrupção natural no homem que o faz se inclinar para o mal, mas ao fazer isso, se estaria negando afirmações explicitas de Paulo. Além de que essa "regeneração parcial" e "estado intermediário", caso verdadeiros, deveriam estar claro nas escrituras, o que não ocorre.
Alguns alegam que ambos reformados e arminianos creem em uma graça preveniente, com a diferença de que a graça preveniente reformada é irresistível e a graça preveniente arminiana é resistível. Essa afirmação não é precisa. A visão reformada é a de que um homem só pode ter fé após a regeneração, pois a fé é um dom espiritual; ao contrário da visão de que a fé é o requisito para que o homem seja regenerado. Alguém não regenerado não poderia ter fé pois, como disse, ela estaria vindo de si mesmo e isso é impossível (1 Co 2:14). Se o Espírito desse um pouco de fé e aguardasse o ser humano fazer o que quiser com ela, ele, por sua própria natureza a desprezaria, a menos que houvesse bem em si mesmo e o bem do humano vem totalmente de Deus. Novamente, uma possibilidade impossível no caso de depravação total.
Na parábola do semeador, Cristo diz que aqueles que ouvem a mensagem, retêm e produzem frutos são aqueles os quais a mensagem foi plantada em terreno fértil, que é o coração bom e honesto (Lucas 8:11-15). A primeira vista, essa afirmação parece contradizer as outras sobre o coração do homem, como em Gênesis 8:21; Eclesiastes 9:3; Jeremias 17:9; Marcos 7:21-23; Efésios 2:1-3. Quando a bíblia se refere ao coração do homem, ela diz que é enganoso e corrupto, que é o exato oposto de honesto e bom. Como pode então a semente ser plantada em terreno fértil, se todos os terrenos são estéreis por natureza. Bem, essa é a graça do Espírito. Está escrito: “Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei um coração de carne." e “...não pelas obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.". Desse modo se conclui que é o Espírito que torna o solo fértil para que a semente seja semeada em um lugar propício. E também que se há corações férteis, é porque o Espírito os tornou assim, não por sua própria natureza. Se a graça fosse realmente dada a todos, e nem todos se tornassem férteis, estaria se assumindo que a operação do Espírito foi ineficaz em tornar um coração enganoso e corrupto em um bom e honesto, o que é impossível. Conclui-se que a fé é a consequência da regeneração e não a causa pois um coração bom e honesto é um coração regenerado.
Argumenta-se que levando a risca desse modo o que a bíblia ensina, se elimina a liberdade humana e por isso a interpretação do que Paulo diz deve ser algo oposto do que aparenta ser. É necessário definir no que consiste a liberdade. O que se entende por liberdade costuma ser a possibilidade de escolher entre dois opostos, mas esse é o conceito bíblico de liberdade? se fosse assim, Deus seria livre, considerando que ele não pode optar pelo mal, por ser contrario a sua própria natureza (Tiago 1:13; 2 Timóteo 2:13; Hebreus 6:18)? Paulo diz: “...para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos forte alento, nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta.” Se é impossível que Deus minta, Ele não é livre? Muito pelo contrário, sua impossibilidade de mentir revela sua liberdade, pois, caso mentisse, a própria verdade (João 14:6) seria escrava da mentira, o que é uma impossibilidade lógica. O que a bíblia apresenta como liberdade é a prática do bem, ou a impossibilidade de praticar o mal, isso é ser livre (João 8:34-36; 2 Coríntios 3:17; Tiago 1:25; Salmo 119:45; Gálatas 5:1, 13). Já está provado tanto no que consiste a liberdade, quanto que o homem natural não a possui, apenas o homem regenerado.
Depois, se argumenta que esse modo de salvação não é justo, que Deus teria que ser mal caso criasse pessoas que iriam ser condenadas. Primeiro, quem determina o que é justo ou não é Deus. Assim como no caso do problema do mal, não cabe a mim, como criatura, usar do meu padrão de moralidade para julgar a Deus e sua ações para determinar se é justo ou não. O que me compete é buscar entender o que Ele revela sobre si e simplesmente crer, sem tentar adicionar nada que, ao meu próprio entendimento, parece mais justo. Se em João 6:37 Cristo disse que os que vão a Ele são os que o Pai o dá, não cabe a mim questionar as razões do Pai, apenas aceitar até onde Ele quis revelar. A segunda questão é "problemática" tanto no calvinismo quanto no arminianismo, pois, em ambos os esquemas teológicos, Deus sabia quem seria condenado e ainda sim criou essa pessoa. Isso o torna responsável pelo mal? de modo algum, pois não é Ele que induz ninguém a pecar, e sabemos que Ele odeia profundamente todos os pecados. Esse tipo de questionamento aparentemente paradoxal leva a questão do problema do mal, que pode ser abordada em outro artigo.
"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo."
Efésios 6:10-20
Ele ordena que nos fortaleçamos no Senhor e na força de seu poder, que é receber em nós a força que vem do Senhor. Essa ordem de se fortalecer no Senhor nos revela que para sermos fortes dependemos do Senhor. Isso significa que uma pessoa que não está em comunhão com o Senhor não possui força, pois o modo como a força vem ao ser humano é através do Senhor, estando nele. Esse é uma alerta de que, se queremos ser fortes, devemos estar em um estado de conexão profunda com Deus, em contato diário. Ser forte no Senhor também anula todas nossas desculpas de fraqueza, pois, se a força é do Senhor e através ela fazemos as coisas, não temos mais desculpas para deixar de fazer o que é de nossa obrigação, toda a disposição necessária para fazer o Senhor já concedeu e a nós cabe apenas confiar e partir para a ação. O modo que nos dá para nos fortalecemos é nos revestindo da armadura completa de Deus, com os objetivos de:
- Permanecer firme contra as ciladas do diabo;
Permanecer firme é resistir, e é o oposto de ceder, fugir ou ser derrubado. O texto repete "permanecer firme" 3 vezes.
- Poder resistir no dia mau;
Provavelmente o dia de alguma tentação ou dificuldade em especial.
- Permanecer inabalável após ter feito tudo.
Feito tudo o que é da obrigação do cristão fazer.
O texto indica que o diabo possui várias estratégias, não diz explicitamente quais são elas. Sabemos que o objetivo geral de Satanás é afastar as pessoas de Deus, e que o afastamento se dá através da desobediência, então ele poderá usar qualquer método convincente para fazer com que uma pessoa desobedeça a Deus e nem perceba que o fez, assim como ocorreu com Eva. O único modo de identificar essas estratégias e não cair nelas é fazendo o que o texto diz, usando a armadura completa e permanecendo em oração constante. O foco do capítulo não é passar uma lista completa das possíveis táticas do diabo a serem descobertas por nós mesmos, isso é exaustivo. O foco é expor nossa incapacidade de estar de pé por conta própria e a necessidade de nos mantermos submissos a Deus a todo momento, dessa forma estaremos fortes, protegidos e capazes de enxergar as situações corretamente.
Ele ordena por a armadura completa de Deus, pois cada elemento dela representa um ponto específico do evangelho. Se temos um e não temos outro, então não estamos em Deus. Pode alguém ser salvo (capacete) e crer que se salvou pelas obras (couraça)? ou alguém ter como sua base o evangelho (sapato) e viver em mentira (cinto)? por isso a necessidade de vestir toda a armadura. E vestidos de toda a armadura, somos capazes de resistir a Satanás, ao dia mal e permanecermos inabaláveis pois certamente somos nascidos de novo (Efésios 1:13), e como está escrito "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca".
O Cinto da Verdade
Esse foi um breve exemplo, mas é dessa forma como a verdade, as doutrinas reveladas nas escrituras, são aplicadas de forma prática na minha vida, servindo como as lentes nas quais posso enxergar de forma nítida a realidade que aos meus olhos é completamente embaçada. Não há um guia ou uma checklist para isso. Você não pode esperar ter capacidade de aplicar todas as verdades reveladas pelo próprio entendimento, porque somente o Espírito pode fazer, no momento devido. Enxergar o mundo e as circunstâncias com as lentes certas não vem de um trabalho braçal do ser humano, mas da misericórdia de Deus conceder a quem o busca o Espírito que guia em toda a verdade (João 16:13). Nossa parte consiste em buscar a Deus, expor nossa incapacidade, pedir que nos permita entender as escrituras e sua aplicação e nos dedicarmos a leitura dela todos os dias. O Espírito trará na nossa mente o entendimento correto das circunstâncias, conforme andamos com Ele, pois ele guia nossos passos, nosso entendimento e nos guiará em toda a verdade (Salmo 119:105; Salmo 43:3; Salmo 25:5; Provérbios 4:11-12). Como falei, não é algo que vem de um esforço braçal do ser humano, mas de um relacionamento dinâmico.
Couraça da justiça
Sapatos da Preparação do Evangelho da Paz
- O ser humano viveu no paraíso, que era o lugar onde a presença de Deus estava presente de forma plena. Ele escolheu ir contra Deus e com isso foi expulso da sua presença e incapaz de retornar, assim nasceu o pecado. Todos os que nasceram após isso nasceram com natureza de pecado. Todos pecamos e estamos destituídos da glória de Deus. Nossa natureza é incapaz de fazer o bem a não ser por intermédio da graça operando em nós, de modo que tudo o que fazemos por nós mesmos é ruim e nossa justiça é como trapo de imundice. (Couraça)
- Por Deus ser a justiça, todo o mal do ser humano exige uma punição proporcional. O ser humano é incapaz de não fazer o mal, então estava fadado a condenação. Deus, por misericórdia, enviou Cristo, que foi perfeito em tudo, para sofrer a nossa condenação em nosso lugar e dar a oportunidade de nos religarmos a Deus. (Couraça)
- Por meio da fé, que não é uma ação nossa, mas um dom de Deus, somos justificados. (Escudo)
- Por essa justificação somos salvos da nossa natureza, pois recebemos o Espírito que nos dá uma nova. E esse Espírito nos vivificará após nossa morte, e nos tornará imortais para vivermos em alegria eterna. (Capacete)
- Após salvos, o Espírito que passou a habitar em nós nos dá o entendimento da palavra e a capacidade de aplica-la de forma prática em nossa vida. (Espada)
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